terça-feira, 13 de julho de 2010

Homilia do Pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa



“A túnica era sem costura”

“Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados” (Jo 19, 23-24).

Aqui sempre se questiona o que o evangelista João queria dizer com a importância que dá a esse detalhe da Paixão. Uma explicação, relativamente recente, é que a túnica recorda o paramento do sumo sacerdote, e que João, então, queria afirmar que Jesus morreu não apenas como rei, mas também como sacerdote.

Da túnica do sumo sacerdote não se diz, na Bíblia, que deveria ser sem costura (Cf. Ex 28, 4; Lev 16, 4). Por isso, importantes exegetas preferem se ater à explicação tradicional, segundo a qual a túnica intacta simboliza a unidade dos discípulos [1]. Esta é a interpretação que São Cipriano já dava: “O mistério da unidade da Igreja, escreve, é expresso no Evangelho quando se diz que a túnica de Cristo não foi dividida nem rasgada” [2].

Qualquer que seja a explicação que se dá ao texto, uma coisa é certa: a unidade dos discípulos é, para João, o propósito pelo qual Cristo morre: “Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos” (Jo 11, 51-52). Na última ceia, ele próprio disse: “Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 20-21).

A feliz notícia a proclamar na Sexta-Feira Santa é que a unidade, antes que um objetivo a atingir, é um dom recebido. Que a túnica fosse tecida “de alto a baixo”, explica São Cipriano, significa que “a unidade trazida por Cristo provém do alto, do Pai celeste, e não pode, então, ser rasgada por quem a recebe, mas deve ser acolhida integralmente”.
Os soldados fizeram em quatro parte “as vestes”, ou “o manto” (ta imatia), isto é, a indumentária exterior de Jesus, não a túnica, o chiton, que era o indumento íntimo, usado em contato direto com o corpo. Um símbolo também isso. Nós, homens, podemos dividir a Igreja no seu elemento humano e visível, mas não a sua unidade profunda que se identifica com o Espírito Santo. A túnica de Cristo não foi e não poderá ser dividida. “Pode-se, acaso, dividir Cristo?”, dizia Paulo (cf. 1 Cor 1, 13). É a fé que professamos no Credo: “Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica”.

* * *

Mas se a unidade deve servir de sinal “para que o mundo creia”, essa deve ser uma unidade também visível, comunitária. É esta unidade que foi perdida e que devemos recuperar. Ela é bem mais que relações de boa vizinhança, é a própria unidade mística interior – “sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos” (Ef 4, 4-6) –, o quanto esta unidade objetiva é acolhida, visualizada e manifestada, de fato, pelos crentes.

“Senhor, é este o tempo em que ides instaurar o reino de Israel?”, questionam os apóstolos a Jesus depois da Páscoa. Hoje voltamos a fazer esta pergunta a Jesus: É este o tempo em que se instaurará a unidade visível da tua Igreja? A resposta também é a mesma de então: “Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas” (At 1, 6-8).

Recordava-o o Santo Padre na homilia de 25 de janeiro passado, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: «A unidade com Deus e com os nossos irmãos e irmãs é um dom que provém do Alto, que brota da comunhão do amor entre Pai, Filho e Espírito Santo e que nela se aumenta e se aperfeiçoa. Não está em nosso poder decidir quando ou como esta unidade se realizará plenamente. Só Deus o poderá fazer! Como São Paulo, também nós colocamos a nossa esperança e confiança "na graça de Deus que está conosco"».

Também hoje virá o Espírito Santo, se nos deixarmos guiar, para conduzir à unidade. Como fez o Espírito Santo para realizar a primeira fundamental unidade da Igreja: aquela entre judeus e pagãos? Vem sobre Cornélio e a sua casa do mesmo modo com que em Pentecostes veio aos apóstolos. Pedro tira a conclusão: “Pois, se Deus lhes deu a mesma graça que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, com que direito me oporia eu a Deus?” (At 11, 17).

Ora, de um século para cá, nós observamos repetir-se sob nossos olhos este mesmo prodígio, em escala mundial. Deus infundiu seu Espírito Santo, de modo novo e raro, sobre milhões de fiéis, aparentemente em quase todas as denominações cristãs e, a fim de que não houvesse dúvidas sobre suas intenções, o infundiu com as mesmas idênticas manifestações. Não é este um sinal de que o Espírito que impele a reconhecer o episódio como discípulos de Cristo e a tendermos juntos para a unidade?

Apenas esta unidade espiritual e carismática, é verdade, não basta. Observamos já ao início da Igreja. A unidade entre judeus e gentios é nova e já ameaçada pelo cisma. Ali houve uma “longa discussão”, no chamado concílio de Jerusalém, e, ao final, houve um acordo, anunciando para a Igreja com uma fórmula: “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” (At 15, 28). O Espírito Santo opera, então, também através de uma via diferente, que é o confronto paciente, o diálogo e o compromisso entre as partes, quando não está em jogo o essencial da fé. Opera através das “estruturas” humanas e dos “ministérios” estabelecidos por Jesus, sobretudo o ministério apostólico e petrino. É o que chamamos hoje de ecumenismo doutrinal e institucional.

* * *

A experiência nos está convencendo porém que também este ecumenismo doutrinal, ou de vértice, não é suficiente e não avança, se não for acompanhado por um ecumenismo espiritual, de base. Isto é repetido sempre com maior insistência justamente pelos máximos promotores do ecumenismo institucional. Aos pés da cruz, queremos meditar sobre este ecumenismo espiritual: em que consiste e como podemos avançar nisto.

O ecumenismo espiritual nasce do arrependimento e do perdão e se alimenta com a oração. Em 1977, participei de um congresso ecumênico carismático em Kansas City, Missouri. Estavam lá quarenta mil presentes, metade católicos (entre os quais o cardeal Suenens) e metade de outras denominações cristãs. Uma tarde, ao microfone, um dos animadores começou a falar de um modo, para mim, naquela época, estranho: «Vós, sacerdotes e pastores, chorai e lamentai, porque o corpo de meu Filho está em pedaços… Vós, leigos, homens e mulheres, chorai e lamentai porque o corpo de meu Filho está em pedaços».

Comecei a ver as pessoas caírem uma após outra de joelhos em torno a mim e muitos desses soluçavam de arrependimento pelas divisões no corpo de Cristo. E tudo isso enquanto uma frase ecoava de um lado a outro do estádio: «Jesus is Lord, Jesus é o Senhor». Eu era como um observador ainda assaz crítico e destacado, mas lembro que pensei comigo: Se um dia todos os crentes estivessem reunidos a formar uma só Igreja, seria assim: enquanto estivermos todos de joelhos, com o coração contrito e humilhado, sob o grande senhorio de Cristo.

Se a unidade dos discípulos deve ser reflexo da unidade entre o Pai e o Filho, essa deve ser, antes de tudo, uma unidade de amor, porque tal é a unidade que reina na Trindade. A Escritura nos exorta a «fazer a verdade na caridade» (veritatem facientes in caritate) (Ef 4, 15). E Santo Agostinho afirma que «não se entra na verdade senão através da caridade»: non intratur in veritatem nisi per caritatem [3].

A coisa extraordinária a respeito desse caminho à unidade baseado no amor é que esse já está agora escancarado diante de nós. Não podemos «queimar etapas» em relação à doutrina, porque as diferenças existem e serão resolvidas com paciência nas sedes apropriadas. Podemos, ao contrário, quiemar etapas na caridade, e estar unidos, a partir de agora. A verdade, seguro sinal da vinda do Espírito, não é, escreve Santo Agostinho, o falar em línguas, mas é o amor pela unidade: «Sabeis que tendes o Espírito Santo quando permitis que vosso coração adira à unidade através de uma sincera caridade» 4].

Repensemos no hino da caridade de São Paulo. Cada frase sua adquire um significado atual e novo, se aplicada ao amor entre membros das diversas Igrejas cristãs, nas relações ecumênicas:

«A caridade é paciente…
A caridade não é invejosa…
Não busca só seu interesse…
Não leva em conta o mal recebido (no caso do mal feito aos outros!)
Não se alegra com a injustiça, mas se compraz da verdade (não se alegra das dificuldades das outras Igrejas, mas se compraz de seus sucessos)
Tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (1 Cor 13, 4 ss.).

Esta semana acompanhamos à sua morada eterna uma mulher – Chiara Lubich – fundadora do Movimento dos Focolares – que foi uma pioneira e um modelo deste ecumenismo espiritual de amor. Ela demonstrou que a busca da unidade entre os cristãos não leva ao fechamento para o resto do mundo; é, ao contrário, o primeiro passo e a condição para um diálogo mais vasto com os crentes de outras religiões e com todos os homens que têm no coração os destinos da humanidade e da paz

* * *

«Amar-se, já foi dito, não significa olhar um para o outro, mas olharem juntos na mesma direção». Também entre cristãos, amar-se significa olharem juntos na mesma direção que é Cristo. «Ele é nossa paz» (Ef 2, 14). Acontece como para os raios de uma roda. Vejamos o que acontece aos raios quando do centro vão para o exterior: a medida que se distanciam do centro se distanciam também entre si, até terminar em pontos distantes da circunferência. Vejamos, ao contrário, o que acontece quando da circunferência movem-se até o centro: pouco a pouco aproximam-se do centro, se aproximam entre si, até formar um ponto só. Na medida na qual andemos juntos para Cristo, nos aproximaremos também entre nós, até ser verdadeiramente, como ele pediu, «uma só coisa com Ele e com o Pai».

O que poderá reunir os cristãos divididos será só a difusão entre eles de uma onda nova de amor por Cristo. É isto que está acontecendo por obra do Espírito Santo e que nos enche de estupor e de esperança. «O amor de Cristo nos constrange, ao pensamento que um morreu por todos» (2 Cor 5, 14). O irmão de outra Igreja – também cada ser humano – é «alguém pelo qual Cristo morreu» (Rom 14, 16), como morreu por mim.

* * *

Um motivo deve, sobretudo, impulsionar-nos adiante neste caminho. O que estava em jogo no início do terceiro milênio não é o mesmo que estava no início do segundo milênio, quando se produziu a separação entre oriente e ocidente, e nem mesmo é a mesma coisa que na metade do mesmo milênio, quando se produz a separação entre católicos e protestantes. Podemos dizer que a maneira exata de proceder do Espírito Santo do Pai e o problema da relação entre fé e obras são os problemas que apaixonam os homens de hoje e com o qual permanece ou cai a fé cristã?

O mundo caminhou adiante e nós estamos permanecemos presos a problemas e fórmulas que o mundo não conhece mais nem o significado. Discutamos ainda sobre como ocorre a justificação do pecador, em uma forma que perdeu o próprio sentido do pecado e o vê, cito, como «uma nefasta invenção judaica que o cristianismo propagou ao povo».

Nas batalhas medievais havia um momento no qual, superadas as infantarias, os arqueiros, a cavalaria e todo o resto, a multidão se concentrava em torno do rei. Ali se decidia o êxito final da batalha. Também para nós a batalha hoje está em torno do rei. Existem edifícios ou estruturas metálicas assim feitas que se se toca um certo ponto nevrálgico, ou se se tira uma certa pedra, tudo desaba. No edifício da fé cristã esta pedra angular é a divindade de Cristo. Removida esta, tudo se evapora e, antes de qualquer coisa, a fé da Trindade.

Daí se vê como existem hoje dois ecumenismos possíveis: um ecumenismo da fé e um ecumenismo da incredulidade; um que reúne todos aqueles que crêem que Jesus é o Filho de Deus, que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, e que Cristo morreu para salvar a todos os homens, e um que reúne todos aqueles que, em reverência ao símbolo de Nicéia, continuam a proclamar esta fórmula, mas esvaziando-a de seu verdadeiro conteúdo. Um ecumenismo no qual, no limite, todos crêem nas mesmas coisas, porque ninguém crê mais em nada, no sentido que a palavra «crer» tem no Novo Testamento.

«Quem é que vence o mundo, escreve João na Primeira Carta, se não quem crê que Jesus é o Filho de Deus?» (1 Jo 5, 5). Permanecendo neste critério, a fundamental distinção entre os cristãos não é entre católicos, ortodoxos e protestantes, mas entre aqueles que crêem que Cristo é o Filho de Deus e aqueles que não crêem.

* * *

«No segundo ano do rei Dario, no primeiro dia do sexto mês, esta palavra do Senhor foi revelada por meio do profeta Ageu a Zorobabel, filho de Salatiel, governador da Judéia, e a Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote…: Parece-vos este o tempo de habitar tranqüilos em vossas casas bem cobertas, enquanto minha casa é ainda uma tenda?» (Ag 1, 1-4).

Esta palavra do profeta Ageu é voltada hoje a nós. É este o tempo de continuar a preocupar-nos só do que diz respeito a nossa ordem religiosa, nosso movimento, ou nossa Igreja? Não será justamente esta a razão pela qual também nós «semeamos muito, mas colhemos pouco» (Ag 1, 6)? Pregamos e agimos de todos os modos, mas convertemos poucas pessoas e o mundo se distancia, ao invés de aproximar-se de Cristo.

O povo de Israel escutou o apelo do profeta; cessou de ornamentar cada um a própria casa para reconstruírem juntos o templo de Deus. Deus então enviou de novo seu profeta com uma mensagem de consolação e de encorajamento: «Agora, coragem, Zorobabel – oráculo do Senhor – coragem, Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote; coragem, povo todo do país, diz o Senhor, e ao trabalho, porque eu estou convosco» (Ag 2, 4). Coragem, vós todos que tendes no coração a causa da unidade dos cristãos, e ao trabalho, porque eu estou convosco, diz o Senhor!





[1] Cf. R. E. Brown, The Death of the Messiah, vol. 2, Doubleday, New York 1994, pp. 955-958.

[2] S. Cipriano, De unitate Ecclesiae, 7 (CSEL 3, p. 215).

[3] S. Agostino, Contra Faustum, 32,18 (CCL 321, p. 779).

[4] S. Agostino, Discorsi 269,3-4 (PL38, 1236 s.).

O sacerdote, segundo São João Maria Vianney



"Depois de Deus, o sacerdote é tudo".

"Ninguém pode recordar um benefício recebido de Deus, sem encontrar, ao lado desta lembrança, a figura de um padre".

"O Sacerdócio é o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo".
"Quando um cristão avista um padre deve pensar em Nosso Senhor Jesus Cristo".

"Se a Igreja não tivesse o sacramento da ordem, não teríamos entre nós Jesus Cristo"

"Quem coloca Jesus no Sacrário? O padre.
Quem acolheu nossa alma na entrada da vida? O padre.
Quem alimenta nossa vida na peregrinação terrestre? O padre.
Quem prepara nossa alma para comparecer diante de Deus? O padre.
É o padre quem dá continuidade a obra da redenção na terra".

"O padre deve estar sempre pronto para responder às necessidades das almas".

"No lugar onde não há mais o padre não há mais o sacrifício da missa".

"Deixai uma paróquia sem padre por vinte anos, e ai se adorarão os animais".
"Quando alguém quer destruir a religião, sempre se começa por atacar e destruir o padre".

"Quanto é triste um padre que não tenha vida interior. Mas para tê-la, é preciso que haja tranqüilidade, silêncio e o retiro espiritual".

"O que nos impede de sermos santos, a nós, os padres, é a falta de reflexão. Nós não encontramos em nós mesmos, não sabemos o que estamos fazendo. O que nos falta é a reflexão, a oração e a união com Deus".

Frases de São Pio de Pietralcina




Diante de Deus ajoelhe-se sempre.

Seja perseverante nas orações e nas santas leituras.

- Dirás tu o mais belo dos credos quando houver noite em redor de ti, na hora do sacrifício, na dor, no supremo esforço duma vontade inquebrantável para o bem. Este credo é como um relâmpago que rasga a escuridão de teu espírito e no seu brilho te eleva a Deus.

- Menosprezai vossas tentações e não vos demoreis nelas. Imaginai estar na presença de Jesus. O crucificado se lança em vossos braços e mora no vosso coração. Beijai-Lhe a chaga do lado, dizendo: ‘Aqui está minha esperança; a fonte viva da minha felicidade. Seguro-vos, ó Jesus, e não me aparto de vós, até que me tenhais posto a salvo.

- O amor é a rainha das virtudes. Como as pérolas se ligam por um fio, assim as virtudes, pelo amor. Fogem as pérolas quando se rompe o fio. Assim também as virtudes se desfazem afastando-se o amor.

- É preciso amar, amar e nada mais.

- Quando Jesus vem a nós na santa comunhão, encontra alegria em Sua criatura. Por nossa parte, procuremos Nele a nossa alegria.

- O santo silêncio nos permite ouvir mais claramente a voz de Deus.

- Quando te encontrares diante de Deus, na oração considera-te banhado na luz da verdade, fala-lhe se puderes, deixa simplesmente que te veja e não tenhas
preocupação alguma.

- Quanto mais te deixares enraizar na santa humildade, tanto mais íntima será a comunicação da tua alma com Deus.

- Resigna-te a ser neste momento uma pequena abelha. E enquanto esperas ser uma grande abelha, ágil, hábil, capaz de fabricar bom mel, humilha-te com muito amor perante Deus e os homens, pois Deus fala aos que se mantêm diante dele humildemente.

- Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus.

- As almas não são oferecidas como dom; compram-se. Vós ignorais quanto custaram a Jesus. É sempre com a mesma moeda que é preciso pagá-las.

- Imitemos o coração de Jesus, especialmente na dor, e assim nos conformaremos cada vez mais e mais com este coração divino para que, um dia, lá em cima no Céu, também nós possamos glorificar o Pai celeste ao lado daquele que tanto sofreu.

- O verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo, que está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda humildade e simplicidade.

- O trabalho é tão sagrado como a oração.

- A maior alegria de um pai é que os filhos se amem, formem um só coração e uma só alma. Não fostes vós que me escolhestes, mas o pai celeste que, na minha primeira
missa, me fez ver todos os filhos que me confiava.

- Rezai e continuai a rezar para não ficardes entorpecidos.

- “As almas! As almas! Se alguém soubesse o preço que custam”.(Padre Pio)

- “O homem sem Deus é um ser mutilado”.(Padre Pio)

- “Deus nunca me recusou um pedido”.(Padre Pio)

O sábio elogia a mulher forte dizendo: os seu dedos manejaram o fuso. A roca é o alvo dos seus desejos. Fie, portanto, cada dia um pouco. Puxe fio a fio até a
execução e, infalivelmente, você chegará ao fim. Mas não tenha pressa, pois senão você poderá misturar o fio com os nós e embaraçar tudo.” (Padre Pio)

“O temor e a confiança devem dar as mãos e proceder como irmãos. Se nos damos conta de que temos muito temor devemos recorrer à confiança. Se confiamos excessivamente devemos ter um pouco de temor”. (Padre Pio)

Como distinguir uma tentação de um pecado e como estar certo de que não se pecou? – perguntou um penitente. Padre Pio sorriu e respondeu: “Como se distingue um burro de um homem? O burro tem de ser conduzido; o homem conduz a si mesmo!” (Padre Pio)

“O Senhor se comunica conosco à medida que nos libertamos do nosso apego aos sentidos, que sacrificamos nossa vontade própria e que edificamos nossa vida na humildade.” (Padre Pio)

“Deus é servido apenas quando é servido de acordo com a Sua vontade.” (Padre Pio)

“Tenhamos sempre horror ao pecado mortal e nunca deixemos de caminhar na estrada da santa eternidade.” (Padre Pio)

“Que Nossa Senhora nos obtenha o amor à cruz, aos sofrimentos e às dores.” (Padre Pio)

“O Senhor sempre orienta e chama; mas não se quer segui-lo e responder-lhe, pois só se vê os próprios interesses. Às vezes, pelo fato de se ouvir sempre a Sua voz, ninguém mais se apercebe dela; mas o Senhor ilumina e chama. São os homens que se colocam na posição de não conseguir mais escutar.” (Padre Pio)

Por que a tentação passada deixa na alma uma certa perturbação? perguntou um penitente a Padre Pio. Ele respondeu: “Você já presenciou um tremor de terra? Quando tudo estremece a sua volta, você também é sacudido; no entanto, não necessariamente fica enterrado nos destroços!” (Padre Pio)

“Como é belo esperar!” (Padre Pio)

“Para mim, Deus está sempre fixo na minha mente e estampado no meu coração.” (Padre Pio)

“Ouço interiormente uma voz que constantemente me diz: Santifique-se e santifique!”
(Padre Pio)

“Subamos sem nos cansarmos, sob a celeste vista do Salvador. Distanciemo-nos das
afeições terrenas. Despojemo-nos do homem velho e vistamo-nos do homem novo.
Aspiremos à felicidade que nos está reservada.” (Padre Pio)

“Mesmo a menor transgressão às leis de Deus será levada em conta.” (Padre Pio

Deus ama quem segue o caminho da virtude.” (Padre Pio)
“Comunguemos com santo temor e com grande amor.” (Padre Pio)

“Nossa Senhora recebeu pela inefável bondade de Jesus a força de suportar até o fim as provações do seu amor. Que você também possa encontrar a força de perseverar com o Senhor até o Calvário!” (Padre Pio)

Tente percorrer com toda a simplicidade o caminho de Nosso Senhor e não se aflija inutilmente.”(P.e Pio)

“O medo excessivo nos faz agir sem amor, mas a confiança excessiva não nos deixa considerar o perigo que vamos enfrentar”. (Padre Pio)

“Onde não há obediência, não há virtude. Onde não há virtude, não há bem, não há amor; e onde não há amor, não há Deus; e sem Deus não se chega ao Paraíso. Tudo isso é como uma escada: se faltar um degrau, caímos”. (Padre Pio)

“Desapegue-se daquilo que não é de Deus e não leva a Deus”. (Padre Pio)

“Que Nossa Senhora aumente a graça em você e a faça digna do Paraíso”. (Padre Pio)

“Nas tribulações é necessário ter fé em Deus.” (Padre Pio)

“O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas.” (Padre Pio)

“Queira o dulcíssimo Jesus conservar-nos na Sua graça e dar-nos a felicidade de
sermos admitidos, quando Ele quiser, no eterno convívio…” (Padre Pio)

“Quanto mais se caminha na vida espiritual, mais se sente a paz que se apossa de nós.” (Padre Pio)

“Que Jesus o aperte sempre mais ao Seu divino coração. Que Ele o alivie no sofrimento e lhe dê o abraço final no Paraíso.” (Padre Pio)

“O bem dura eternamente.” (Padre Pio)

“Deve-se caminhar em nuvens cada vez que se termina uma confissão!” (Padre Pio)

“Lembre-se de que você tem no Céu não somente um pai, mas também uma Mãe”. (Padre Pio)

“O amor nada mais é do que o brilho de Deus nos homens”. (Padre Pio)

“O passado não conta mais para o Senhor. O que conta é o presente e estar atento e pronto para reparar o que foi feito.” (Padre Pio)

“Se você fala das próprias virtudes para se exibir ou para vã ostentação perde todo o mérito.” (Padre Pio)

“De todos os que vierem pedir meu auxílio, nunca perderei nenhum!” (Padre Pio)

O Pai celeste está sempre disposto a contentá-lo em tudo o que for para o seu bem”. (Padre Pio)

“Um filho espiritual perguntou a Padre Pio: Como posso recuperar o tempo perdido?
Padre Pio respondeu-lhe “Multiplique suas boas obras!” (Padre Pio)

“Diga ao Senhor: Faça em mim segundo a Tua vontade, mas antes de mandar-me o sofrimento, dê-me forças para que eu possa sofrer com amor.”. (Padre Pio)

“A cada vitória sobre o pecado corresponde um grau de glória eterna”. (Padre Pio)

“Feliz a alma que atinge o nível de perfeição que Deus deseja!” (Padre Pio)

“Proponha-se a exercitar-se nas virtudes”. (Padre Pio)

“A sua casa deve ser uma escada para o Céu”. (Padre Pio)

“Quem te agita e te atormenta é o demônio.Quem te consola é Deus”! (Padre Pio)

“De que vale perder-se em vãos temores?” (Padre Pio)

“Agradeça sempre ao Pai eterno por sua infinita misericórdia”. (Padre Pio)

“Pense na felicidade que está reservada para nós no Paraíso”. (Padre Pio)

“É loucura fixar o olhar no que rapidamente passa”. (Padre Pio)

“Amar significa dar aos outros – especialmente a quem precisa e a quem sofre – o que de melhor temos em nós mesmos e de nós mesmos; e de dá-lo sorridentes e felizes, renunciando ao nosso egoísmo, à nossa alegria, ao nosso prazer e ao nosso orgulho”.
(Padre Pio)

“Seja paciente e espere com confiança o tempo do Senhor”. (Padre Pio)

“Invoquemos sempre o auxílio de Nossa Senhora.” (Padre Pio)

“No juízo final daremos contas a Deus até de uma palavra inútil que tenhamos dito.” (Padre Pio)

“Para consolar uma alma na sua dor, mostre todo o bem que ela ainda pode fazer”. (Padre Pio)

“Apóie-se, como faz Nossa Senhora, à cruz de Jesus e nunca lhe faltará conforto”. (Padre Pio)

“Se precisamos ter paciência para suportar os defeitos dos outros, quanto mais ainda
precisamos para tolerar nossos próprios defeitos!” (Padre Pio)

“Enquanto estivermos vivos sempre seremos tentados. A vida é uma contínua luta. Se
às vezes há uma trégua é para respirarmos um pouco.” (Padre Pio)

“Que Maria sempre enfeite sua alma com as flores e o perfume de novas virtudes e coloque a mão materna sobre sua cabeça. Fique sempre e cada vez mais perto de nossa Mãe celeste, pois ela é o mar que deve ser atravessado para se atingir as praias do
esplendor eterno no reino do amanhecer.” (Padre Pio)

“Meu Deus, perdoa-me. Nunca Te ofereci nada na minha vida e, agora, por este pouco que estou sofrendo, em comparação a tudo o que Tu sofreste na Cruz, eu reclamo injustamente!” (Padre Pio)

“Os talentos de que fala o Evangelho são os cinco sentidos, a inteligência e a vontade. Quem tem mais talentos, tem maior dever de usá-los para o bem dos outros.” (Padre Pio)

“Pobres e desafortunadas as almas que se envolvem no turbilhão de preocupações deste mundo. Quanto mais amam o mundo, mais suas paixões crescem, mais queimam de desejos, mais se tornam incapazes de atingir seus objetivos. E vêm, então, as inquietações,
as impaciências e terríveis sofrimentos profundos, pois seus corações não palpitam com a caridade e o amor. Rezemos por essas almas desafortunadas e miseráveis, para que Jesus, em Sua infinita misericórdia, possa perdoá-las e conduzi-las a Ele.”
(Padre Pio)

“Um dia você verá surgir o infalível triunfo da justiça Divina sobre a injustiça humana”. (Padre Pio)

“Há duas razões principais para se orar com muita satisfação: primeiro para render a Deus a honra e a glória que Lhe são devidas. Segundo, para falar com
Ele e ouvir a Sua voz por meio das Suas inspirações e iluminações interiores.” (Padre Pio)

“O meu passado, Senhor, à Tua misericórdia. O meu Presente, ao Teu amor. O meu futuro, à Tua Providência.” (Padre Pio)

“O passado não conta mais para o Senhor. O que conta é o presente e estar atento e pronto para reparar o que foi feito.” (Padre Pio)

“Quando fizer o bem, esqueça. Se fizer o mal, pense no que fez e se arrependa.” (Padre Pio)

“Se quiser me encontrar, vá visitar Jesus Sacramentado; eu também estou sempre lá.”
(Padre Pio)

“Pense em Jesus flagelado por amor a você, e ofereça com generosidade um sacrifício
a Ele”. (Padre Pio)

“Devemos odiar os nossos pecados, visto que o amor ao Senhor significa paz”. (Padre Pio)

“Mesmo quando perdemos a consciência deste mundo, quando parecemos já mortos, Deus
nos dá ainda uma chance de entender o que é realmente o pecado, antes de nos julgar. E se entendemos corretamente, como podemos não nos arrepender?” (Padre Pio)

“Temos muita facilidade para pedir, mas não para agradecer”. (Padre Pio)

“Peçamos a São José o dom da perseverança até o final”. (Padre Pio)

“Padre, eu não acredito no inferno – falou um penitente. Padre Pio disse: Acreditará quando for para lá?” (Padre Pio)

O maldito “eu” o mantém apegado à Terra e o impede de voar para Jesus. (Padre Pio)

“O mais belo Credo é o que se pronuncia no escuro, no sacrifício, com esforço”. (Padre Pio)

“E’ na dor que o amor se torna mais forte.” (Padre Pio)

“Padre Pio disse a um filho espiritual: Trabalhe! Ele perguntou: No que devo trabalhar, Padre? Ele respondeu: Em amar sempre mais a Jesus!” (Padre Pio)

“O demônio é forte com quem o teme, mas é fraquíssimo com quem o despreza.” (Padre Pio)

“Quando ofendemos a justiça de Deus, apelamos à Sua misericórdia. Mas se ofendemos a Sua misericórdia, a quem podemos apelar? Ofender o Pai que nos ama e insultar quem nos auxilia é um pecado pelo qual seremos severamente julgados.” (Padre Pio)

“A sua função é tirar e transportar as pedras, e arrancar os espinhos. Jesus é quem semeia, planta, cultiva e rega. Mas seu trabalho também é obra de Jesus. Sem Ele você nada pode fazer.” (Padre Pio)

Jesus lhe quer bem, da maneira que só Ele sabe amar.” (Padre Pio)

“A sua função é tirar e transportar as pedras, e arrancar os espinhos. Jesus é quem semeia, planta, cultiva e rega. Mas seu trabalho também é obra de Jesus. Sem Ele você nada pode fazer.” (Padre Pio)

“Amemos ao próximo. Custa tão pouco querer bem ao outro.” (Padre Pio)

“Deus sempre nos dá o que é melhor para nós.” (Padre Pio)

A humildade e a caridade são as “cordas mestras”. Todas as outras virtudes dependem delas. Uma é a mais baixa; a outra é a mais alta. ( P.e Pio )

A firmeza de todo o edifício depende da fundação e do teto! (Padre Pio)

“O grau sublime da humildade é não só reconhecer a abnegação, mas amá-la.” (Padre Pio)

“Você deve ter sempre prudência e amor. A prudência tem olhos; o amor tem pernas. O amor, como tem pernas, gostaria de correr a Deus. Mas seu impulso de deslanchar na direção dEle é cego e, algumas vezes, pode tropeçar se não for guiado pela
prudência, que tem olhos.” (Padre Pio)

“Jesus e a sua alma devem cultivar a vinha de comum acordo.” (Padre Pio

“Façamos o bem, enquanto temos tempo à nossa disposição. Assim, daremos glória ao nosso Pai celeste, santificaremos nós mesmos e daremos bom exemplo aos outros.” (Padre Pio)

“Seja paciente nas aflições que o Senhor lhe manda.” (Padre Pio)

“Viva sempre sob o olhar do Bom Pastor e você ficara’ imune aos pastos contaminados.” (Padre Pio)

“Lembre-se de que os santos foram sempre criticados pelas pessoas deste mundo, e puseram sob seus pés o mundo e as suas máximas .” (Padre Pio)

“Esforce-se, mesmo se for um pouco, mas sempre…” (Padre Pio)

“Todas as pessoas que escolhem a melhor parte (viver em Cristo) devem passar pelas dores de Cristo; algumas mais, algumas menos…” (Padre Pio)

“Que Jesus o mergulhe no esplendor da Sua imortal juventude.” (Padre Pio)

“Quanto maiores forem os dons, maior deve ser sua humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado como empréstimo.”(Pe Pio)

“Para que se preocupar com o caminho pelo qual Jesus quer que você chegue à pátria celeste – pelo deserto ou pelo campo – quando tanto por um como por outro se chegará da mesma forma à beatitude eterna?” (Padre Pio)

“Para consolar uma alma na sua dor, mostre-lhe todo o bem que ela ainda pode fazer.” (Padre Pio)

“A caridade é o metro com o qual o Senhor nos julgará.” (Padre Pio)

“Nossa Senhora recebeu pela inefável bondade de Jesus a força de suportar até o fim as provações do seu amor. Que você também possa encontrar a força de perseverar com o Senhor até o Calvário!” (Padre Pio)

“Deus não opera prodígios onde não há fé.” (Padre Pio)

“Seja modesto no olhar.” (Padre Pio)

“Para mim, Deus está sempre fixo na minha mente e estampado no meu coração.” (Padre Pio)

“Como é belo esperar!” (Padre Pio)

Por que a tentação passada deixa na alma uma certa perturbação? perguntou um penitente a Padre Pio. Ele respondeu: “Você já presenciou um tremor de terra? Quando tudo estremece a sua volta, você também é sacudido; no entanto, não necessariamente
fica enterrado nos destroços!” (Padre Pio)

“O Senhor sempre orienta e chama; mas não se quer segui-lo e responder-lhe, pois só se vê os próprios interesses. Às vezes, pelo fato de se ouvir sempre a Sua voz, ninguém mais se apercebe dela; mas o Senhor ilumina e chama. São os homens que se
colocam na posição de não conseguir mais escutar.” (Padre Pio)

“Que Nossa Senhora nos obtenha o amor à cruz, aos sofrimentos e às dores.” (Padre Pio)

“Tenhamos sempre horror ao pecado mortal e nunca deixemos de caminhar na estrada da santa eternidade.” (Padre Pio)

“Deus é servido apenas quando é servido de acordo com a Sua vontade.”(Padre Pio)

“O Senhor se comunica conosco à medida que nos libertamos do nosso apego aos sentidos, que sacrificamos nossa vontade própria e que edificamos nossa vida na humildade.” (Padre Pio)

“Não nos preocupemos quando Deus põe à prova a nossa fidelidade. Confiemo-nos à Sua vontade; é o que podemos fazer. Deus nos libertará, consolará e enorajará.” (Padre Pio)

“O temor e a confiança devem dar as mãos e proceder como irmãos. Se nos damos conta
de que temos muito temor devemos recorrer à confiança. Se confiamos excessivamente
devemos ter um pouco de temor”. (Padre Pio)

“O sábio elogia a mulher forte dizendo: os seu dedos manejaram o fuso. A roca é o alvo dos seus desejos. Fie, portanto, cada dia um pouco. Puxe fio a fio até a
execução e, infalivelmente, você chegará ao fim. Mas não tenha pressa, pois senão você poderá misturar o fio com os nós e embaraçar tudo.” (Padre Pio)

“A caridade é o metro com o qual o Senhor nos julgará.” (Padre Pio)

“Para consolar uma alma na sua dor, mostre-lhe todo o bem que ela ainda pode fazer.” (Padre Pio)

“Para que se preocupar com o caminho pelo qual Jesus quer que você chegue à pátria celeste – pelo deserto ou pelo campo – quando tanto por um como por outro se chegará da mesma forma à beatitude eterna?” (Padre Pio)

“Quanto maiores forem os dons, maior deve ser sua humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado como empréstimo.” (Padre Pio)

“Comunguemos com santo temor e com grande amor.” (Padre Pio)

“Tente percorrer com toda a simplicidade o caminho de Nosso Senhor e não se aflija inutilmente.” (Padre Pio)

“Deus ama quem segue o caminho da virtude.” (Padre Pio)

“Mesmo a menor transgressão às leis de Deus será levada em conta.” (Padre Pio)

“Subamos sem nos cansarmos, sob a celeste vista do Salvador. Distanciemo-nos das afeições terrenas. Despojemo-nos do homem velho e vistamo-nos do homem novo. Aspiremos à felicidade que nos está reservada.” (Padre Pio)

“Caminhe com alegria e com o coração o mais sincero e aberto que puder. E quando não conseguir manter esta santa alegria, ao menos não perca nunca o valor e a confiança
em Deus.” (Padre Pio)

“Ouço interiormente uma voz que constantemente me diz: Santifique-se e santifique!” (Padre Pio)

“Que Nossa Mãe do Céu tenha piedade de nós e com um olhar maternal levante-nos, purifique-nos e eleve-nos a Deus.” (Padre Pio)

“Não há nada mais inaceitável do que uma mulher caprichosa, frívola e arrogante, especialmente se é casada. Uma esposa cristã deve ser uma mulher de profunda piedade em relação a Deus, um anjo de paz na família, digna e agradável em relação ao próximo.” (Padre Pio)

“Nossa Senhora está sempre pronta a nos socorrer, mas por acaso o mundo a escuta e se emenda?” (Padre Pio)

“Seja grato e beije docemente a mão de Deus. É sempre a mão de um pai que pune porque lhe quer bem” (Padre Pio)

“Você teme um homem,um pobre instrumento nas mãos de Deus, mas não teme a justiça divina?” (Padre Pio)

Uma filha espiritual perguntou a Padre Pio: “O Senhor cura tantas pessoas, por que não cura esta sua filha espiritual?” Padre Pio respondeu-lhe em voz baixa: “E não nos oferecemos a Deus?”

“A divina bondade não só não rejeita as almas arrependidas, como também vai em busca das almas teimosas”. (Padre Pio)

“Pode-se manter a paz de espírito mesmo no meio das tempestades da vida”. (Padre Pio)

“Caminhe sempre e somente no bem e dê, cada dia, um passo à frente na linha vertical, de baixo para cima.” (Padre Pio)

“A oração é a efusão de nosso coração no de Deus.” (Padre Pio)

“Nunca vá se deitar sem antes examinar a sua consciência sobre o dia que passou. Enderece todos os seus pensamentos a Deus, consagre-lhe todo o seu ser e também todos os seus irmãos. Ofereça à glória de Deus o repouso que você vai iniciar e não
esqueça do seu Anjo da Guarda que está sempre com você.” (Padre Pio)

“A meditação não é um meio para chegar a Deus, mas um fim. A finalidade da meditação é o amor a Deus e ao próximo.” (Padre Pio)

“Viva feliz. Sirva ao Senhor alegremente e com o espírito despreocupado.” (Padre Pio)

“Mantenha-se sempre muito unido à Igreja Católica, pois somente ela pode lhe dar a verdadeira paz, porque somente ela possui Jesus Sacramentado que é o verdadeiro príncipe da paz.” (Padre Pio)

“Não desperdice suas energias em coisas que geram preocupação, perturbação e ansiedade. Uma coisa somente é necessária: elevar o espírito e amar a Deus.” (Padre Pio)

“Procuremos servir ao Senhor com todo o coração e com toda a vontade. Ele nos dará sempre mais do que merecemos.” (Padre Pio)

“Que Jesus reine sempre soberano no seu coração e o faça cada vez mais digno de seus divinos dons.” (Padre Pio)

“O demônio é forte com quem o teme, mas é fraco com quem o despreza.” (Padre Pio)

“Reflita no que escreve, pois o Senhor vai lhe pedir contas disso.” (Padre Pio)

“O Coração de Jesus não deixará cair no vazio a nossa oração se ela for plena de fé e de confiança.” (Padre Pio)

“A pessoa que nunca medita é como alguém que nunca se olha no espelho e, assim, não se cuida e sai desarrumada. A pessoa que medita e dirige seus pensamentos a Deus, que é o espelho de sua alma, procura conhecer seus defeitos, tenta corrigi-los,
modera seus impulsos e põe em ordem sua consciência.” (Padre Pio)

“É sempre necessário ir para a frente, nunca para trás, na vida espiritual. O barco que pára em vez de ir adiante é empurrado para trás pelo vento.” (Padre Pio)

“Não sejamos mesquinhos com Deus que tanto nos enriquece.” (Padre Pio)

“O amor tudo esquece, tudo perdoa, sem reservas.” (Padre Pio)

“Na igreja se fala somente com Deus.” (Padre Pio)

“Não se fixe voluntariamente naquilo que o inimigo da alma lhe apresenta.” (Padre Pio)

“Reze pelos infiéis, pelos fervorosos, pelo Papa e por todas as necessidades espirituais e temporais da Santa Igreja, nossa terna mãe. E faça uma oração
especial por todos os que trabalham para a salvação das almas e para a glória do nosso Pai celeste.” (Padre Pio)

“Se você não entrega seu coração a Deus, o que lhe entrega?”(Padre Pio) “Você deve seguir outra estrada. Tire de seu coração todas as paixões deste
mundo, humilhe-se na poeira e reze! Dessa forma, certamente você encontrará Deus, que lhe dará paz e serenidade nesta vida e a eterna beatitude na próxima.” (Padre Pio)

“Sigamos o caminho que nos conduz a Deus.” (Padre Pio)

“A natureza humana também quer a sua parte. Até Maria, Mãe de Jesus, que sabia que por meio de Sua morte a humanidade seria redimida, chorou e sofreu – e como sofreu!” (Padre Pio)

“Cuide de estar sempre em estado de graça.” (Padre Pio)

“Não se desencoraje, pois, se na alma existe o contínuo esforço de melhorar, no final o Senhor a premia fazendo nela florir, de repente, todas as virtudes como num jardim florido.” (Padre Pio)

“É necessário manter o coração aberto para o Céu e aguardar, de lá, o celeste orvalho.” (Padre Pio)

“Onde há mais sacrifício, há mais generosidade.” (Padre Pio)

“Enquanto tiver medo de ser infiel a Deus, você não será’. Deve-se ter medo quando o medo acaba!” (Padre Pio)

“Reze, reze! Quem muito reza se salva e salva os outros. E qual oração pode ser mais bela e mais aceita a Nossa Senhora do que o Rosario?” (Padre Pio)

“A ingenuidade e’ uma virtude, mas apenas ate certo ponto; ela deve sempre ser acompanhada da prudência. A astúcia e a safadeza, por outro lado, são diabólicas e podem causar muito mal.” (Padre Pio)

“Cada Missa lhe obtém um grau mais alto de gloria no Céu!” (Padre Pio)

“Se você tem dúvidas sobre a fé é exatamente porque tem fé!” (Padre Pio)

“A prática das bem-aventuranças não requer atos de heroísmo, mas a aceitação simples e humilde das várias provações pelas quais a pessoa passa.” (Padre Pio)

“A maior caridade é aquela que arranca as pessoas vencidas pelo demônio, a fim de ganhá-las para Cristo. E isso eu faço assiduamente, noite e dia.” (Padre Pio)

“Aquele que procura a vaidade das roupas não conseguirá jamais se revestir com a vida de Jesus Cristo.” (Padre Pio)

“Quando o dia seguinte chegar, ele também será chamado de hoje e, então, você pensará nele. Tenha sempre muita confiança na Divina Providência.” (Padre Pio)

“É doce o viver e o penar para trazer benefícios aos irmãos e para tantas almas que, vertiginosamente, desejam se justificar no mal, a despeito do Bem Supremo.” (Padre Pio)

“O Santo Sacrifício da Missa é o sufrágio mais eficaz, que ultrapassa todas as orações, as boas obras e as penitências. Infalivelmente produz seu efeito para vantagem das almas por sua virtude própria e imediata.” (Padre Pio)

“Combata vigorosamente, se está interessado em obter o prêmio destinado às almas fortes.” (Padre Pio)

“Não queremos aceitar o fato de que o sofrimento é necessário para nossa alma e de que a cruz deve ser o nosso pão cotidiano. Assim como o corpo precisa ser
nutrido, também a alma precisa da cruz, dia a dia, para purificá-la e desapegá-la das coisas terrenas. Não queremos entender que Deus não quer e não
pode salvar-nos nem santificar-nos sem a cruz. Quanto mais Ele chama uma alma a
Si, mais a santifica por meio da cruz.” (Padre Pio)

“Nunca se canse de rezar e de ensinar a rezar.” (Padre Pio)

“Todas as percepções humanas, de onde quer que venham, incluem o bem e o mal. É necessário saber determinar e assimilar todo o bem e oferecê-lo a Deus, e eliminar todo o mal.” (Padre Pio)

“Faltar com a caridade¨¦ como ferir a pupila dos olhos de Deus.”(Padre Pio)

“Há alegrias tão sublimes e dores tão profundas que não se consegue exprimir com palavras. O silêncio é o último recurso da alma, quando ela está inefavelmente feliz ou extremamente oprimida!” (Padre Pio)

“Seria mais fácil a Terra existir sem o sol do que sem a santa Missa!”(Padre Pio)

“Os corações fortes e generosos não se lamentam, a não ser por grandes motivos e,ainda assim,não permitem que tais motivos penetrem fundo no seu íntimo.(P.e Pio)

“Recorramos a Jesus e não às pessoas, pois só ele nunca nos faltará.”(Padre Pio)

“Jesus vê, conhece e pesa todas as suas ações.”(Padre Pio)

“Sejam como pequenas abelhas espirituais, que levam para sua colméia apenas mel e cera. Que, por meio de sua conversa, sua casa seja repleta de docilidade, paz, concórdia, humildade e piedade!” (Padre Pio)

“Quando a videira se separa da estaca que a sustenta, cai, e ao ficar na terra apodrece com todos os cachos que possui. Alerta, portanto, o demônio não dorme!”
(Padre Pio)

“Deus quer que as suas misérias sejam o trono da Sua misericórdia.” (Padre Pio)

“Leve Deus aos doente; valera’ mais do que qualquer tratamento!” (Padre Pio)

“A mansidão reprime a ira.” (Padre Pio)

“Não abandone sua alma à tentação, diz o Espírito Santo, já que a alegria do coração é a vida da alma e uma fonte inexaurível de santidade.” (Padre Pio)

“Jesus está com você, e o Cireneu não deixa de ajudar-te a subir o Calvário.” (Padre Pio)

“Vive-se de fé, não de sonhos.” (Padre Pio)

“Submeter-se não significa ser escravo, mas ser livre para receber santos conselhos.” (Padre Pio)

“Todas as graças que pedimos no nome de Jesus são concedidas pelo Pai eterno.” (Padre Pio)

“Uma Missa bem assistida em vida será mais útil à sua salvação do que tantas outras que mandarem celebrar por você após sua morte!” (Padre Pio)

“Como Jesus, preparemo-nos a duas ascensões: uma ao Calvário e outra ao Céu. A ascensão ao Calvário, se não for alegre, deve ao menos ser resignada!” (Padre Pio)

“Nas tentações, combata com coragem! Nas quedas, humilhe-se mas não desanime!” (Padre Pio)

“No tumulto das paixões terrenas e das adversidades, surge a grande esperança da misericórdia inexorável de Deus. Corramos confiantes ao tribunal da penitência onde Ele, com ansiedade paterna, espera-nos a todo instante.” (Padre Pio)

“Que o Espírito Santo guie a sua inteligência, faça-o descobrir a verdade escondida na Sagrada Escritura e inflame a sua vontade para praticá-la.”(Padre Pio)

“Se tanta atenção é dada aos bens desta Terra, quanto mais se deve dar aos do Céu? Faça, portanto, uma boa leitura espiritual, a santa meditação, o exame de
consciência, e fará progresso na perfeição cristã e no amor de Jesus.”(Padre Pio)

“O amor e o temor devem sempre andar juntos. O temor sem amor torna-se covardia.

O amor sem temor torna-se presunção.” (Padre Pio)

“Não se desencoraje se você precisa trabalhar muito para colher pouco. Se você pensasse em quanto uma só alma custou a Jesus, você nunca reclamaria!”(Padre Pio)

“Que Maria seja toda a razão da sua existência e o guie ao porto seguro da eterna salvação. Que Ela lhe sirva de doce modelo e inspiração na virtude da
santa humildade.”(Padre Pio)

“Se quisermos colher é necessário não só semear, mas espalhar as sementes num bom campo. Quando as sementes se tornarem plantas, devemos cuidá-las para que as novas plantas não sejam sufocadas pelas ervas daninhas.”(Padre Pio)

“Não se aflija a ponto de perder a paz interior. Reze com perseverança, com confiança, com calma e serenidade.” (Padre Pio)

“.É difícil tornar-se santo. Difícil, mas não impossível. A estrada da perfeição é longa, tão longa quanto a vida de cada um. O consolo é o repouso no decorrer do caminho. Mas, apenas restauradas as forças, é necessário levantar-se rapidamente e retomar a viagem!” (Padre Pio)

O mal não se vence com o mal, mas com o bem, que tem em si uma força sobrenatural.

A mulher forte é a que tem temor de Deus, a que mesmo à custa de sacrifício faz a vontade de Deus.

O Anjo de Deus não nos abandona jamais.

Somente por meio de Jesus podemos esperar a salvação.

O Senhor nos dá tantas graças e nós pensamos que tocamos o céu com um dedo. Não sabemos, no entanto, que para crescer precisamos de pão duro, das cruzes, das humilhações, das provações e das contradições.

Devo fazer somente a vontade de Deus e, se lhe agrado, o restante não conta.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O mundo espera por teu sim, ó Maria.



Ouviste, ó Virgem, que vais conceber e dar à luz um filho, não por obra de homem – tu ouviste – mas do Espírito Santo. O Anjo espera tua resposta: já é tempo de voltar para Deus que o enviou. Também nós, Senhora, miseravelmente esmagados por uma sentença de condenação, esperamos tua palavra de misericórdia.



Eis que te é oferecido o preço de nossa salvação; se consentes, seremos livres. Todos fomos criados pelo Verbo eterno, mas caímos na morte; com uma breve resposta tua seremos recriados e novamente chamados à vida.



Ó Virgem cheia de bondade, o pobre Adão, expulso do paraíso com a sua mísera descendência, implora a tua resposta; Abraão a implora, Davi a implora. Os outros patriarcas, teus antepassados, que também habitam a região da sombra da morte, suplicam esta resposta. O mundo inteiro a espera, prostrado a teus pés.



E não é sem razão, pois de tua palavra depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua raça.



Apressa-te, ó Virgem, em dar a tua resposta; responde sem demora ao Anjo, ou melhor, responde ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra; profere a tua palavra e concebe a Palavra de Deus; dize uma palavra passageira e abraça a Palavra eterna.



Por que demoras? Por que hesitas? Crê, consente, recebe. Que tua humildade se encha de coragem, tua modéstia de confiança. De modo algum convém que tua simplicidade virginal esqueça a prudência. Neste encontro único, porém, Virgem prudente, não temas a presunção. Pois, se tua modéstia no silêncio foi agradável a Deus, mais necessário é agora mostrar tua piedade pela palavra.



Abre, ó Virgem santa, teu coração à fé, teus lábios ao consentimento, teu seio ao Criador. Eis que o Desejado de todas as nações bate à tua porta. Ah! Se tardas e ele passa, começarás novamente a procurar com lágrimas aquele que teu coração ama! Levanta-te, corre, abre. Levanta-te pela fé, corre pela entrega a Deus, abre pelo consentimento. Eis aqui, diz a Virgem, a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38).

(Das Homilias em louvor da Virgem Mãe, Hom. 4,8-9: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4, [1966], 53-54)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Presença que dissipa os nossos medos



“Todos nós sentimos algumas vezes uma sensação assustadora de abandono, e o que mais nos assusta é precisamente isto, como quando somos crianças, temos medo de estar sozinhos no escuro e só a presença de uma pessoa que nos ama pode dar-nos segurança.” (Papa Bento XVI)
O nosso querido Papa Bento, com essas sábias palavras, nos oferece um grande dom para que possamos entender melhor o sentido mais profundo do medo que está presente em cada fagulha do viver humano.
Queremos refletir sobre este tema, calcados na Sagrada Escritura, especificamente no Evangelho de São João no cap. 20, 19-31, onde o Senhor Ressuscitado aparece aos Apóstolos e comunica a cada um deles a sua paz.
O Evangelho assim inicia-se: “Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
As portas estavam fechadas, diz o evangelista. Os discípulos se encontravam em meio ao medo que os encobria por inteiros, logo após a morte do Senhor. Naquele momento estavam todos perdidos, sem rumo e eram incapazes de encontrar coragem para saírem pelas ruas de Jerusalém. As portas estavam fechadas, mas acontece o episódio surpreendente: Cristo aparece aos doze, rompe as barreiras que separavam o contato com os seus. Também no hoje da nossa história, Cristo ultrapassa as barreiras que insistimos em levantar e nos presenteia com a alegria de sua Presença. Diante de Cristo, a “noite escura” de nossas vidas não tem mais o aspecto aterrorizante que existia quando sentíamos sozinhos, com Ele a escuridão se torna dia claro, pois Ele nos conduz com a sua mão poderosa e nos comunica a sua paz. Não estamos sós nas estradas da vida, o Caminheiro vai ao nosso lado e nos mostra por onde devemos seguir. Nossos medos, traumas e desapontamentos são aniquilados pela força da Presença daquEle que dá sentido a tudo na vida. Ele nos conduz, nos direciona, nos enche de alegria e nos permite cruzar o limiar de uma nova vida entrelaçados pela convicção de que Ele está conosco em todos os momentos de nossa existência.
“A paz esteja convosco.” O primeiro fruto da Ressurreição é a paz. Cristo comunica a sua paz aos seus discípulos e a partir dela, aqueles homens encontram a resposta para a continuação de sua missão. É a paz que dissipa as trevas da violência, que irradia a esperança de um novo amanhecer na certeza que o Verbo divino se fez homem por amor a nós e não nos deixa a mercê do inimigo. Seu auxilio é luz que ilumina as nossas trevas; sua palavra é vida que sustenta todo homem; sua presença é certeza de que nenhum medo é capaz de arrancar nossa tranqüilidade, pois no comando de tudo está o Senhor que venceu, vence e sempre vencerá. Com Ele não tememos; com Ele não nos acovardamos; com Ele somos pegos pela mão e somos conduzidos a felicidade eterna. Por isso a quem temeremos? A ninguém, pois Ele é nosso auxilio, libertação e refúgio.

Sem. Rafael Viana Lima
II ano de Filosofia do Seminário Arquidiocesano de São José

terça-feira, 6 de julho de 2010

Cardeal Newman (1801-1890)



Um pouco da biografia de um dos grandes pensadores ingleses do século XIX, convertido ao catolicismo e depois ordenado sacerdote, bispo e deposteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII em 1879. Sua beatificação será realizada no dia 19 de Setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI, por ocasião de sua Viagem Apóstolica ao Reino Unido.


O teólogo e escritor John Henry Newman foi o clérigo mais eminente da Inglaterra do século XIX. Nasceu em Londres no dia 21 de fevereiro de 1801. Sua família era de origem calvinista, sendo a mãe, Jemina Fourdrinier, uma huguenote e o pai, John Newman, um cristão com opiniões tolerantes a respeito de religião. Newman fez os estudos superiores na Universidade de Oxford e foi ordenado pastor da Igreja Anglicana em 1824. Se converteu ao catolicismo em 1845, recebendo a ordenação presbiteral, como sacerdote da Congregação do Oratório de São Felipe Neri, em Roma no dia 30 de maio de 1847. Foi criado cardeal diácono pelo papa Leão XIII em 12 de maio de 1879, antes da hierarquia católica ser reconstituída na Inglaterra. Faleceu em 11 de agosto de 1890.Ainda como padre anglicano, Newman passou muito tempo dentro do campus da Universidade de Oxford como membro do Oriel College e vigário da Igreja universitária de St. Mary. Durante seu período anglicano apoiou a emancipação católica de 1829 e foi líder do chamado Movimento de Oxford, promovendo um grande movimento religioso anti-racionalista e defendendo o rompimento dos laços entre a Igreja da Inglaterra e a coroa, por acreditar que o controle estatal da Igreja nunca serviria aos interesses da verdadeira religião.Após sua conversão ao catolicismo, Newman tomou a defesa dos direitos dos leigos contra o clericalismo e defendeu as artes liberais contra os membros do clero que desejavam restringir o acesso dos estudantes aos novos conhecimentos por medo de que tais idéias acabassem com a fé. Por intermédio do testemunho de vida, da ação pastoral e dos escritos, devolveu a fé católica muito do prestígio perdido nas terras inglesas em conseqüência da Reforma Protestante.Na clássica autobiografia, Apologia Pro Vita Sua, Newman contrastou o liberalismo teológico fundamentado no relativismo com a espécie de reforma da Igreja que apoiava, ao chamar os católicos liberais de “Lacordaire” e os indivíduos que admirava de “Montalembert”. Newman, ao defender que o catolicismo deveria buscar uma conciliação com os valores positivos da modernidade sem abandonar o compromisso com a verdade, foi um precursor do Concílio Vaticano II.No campo político Newman defendia que o fundamento da paz está em “reconhecer que a verdade como tal deve guiar quer o comportamento político quer o privado... e que o zelo, na escala das graças cristãs, tinha a prioridade sobre a benevolência”. Apesar de nunca ter sido ativo na política, Newman sustentava e expressava suas opiniões políticas na esfera privada, tendo ao longo de sua vida apoiado o partido liberal de William E. Gladstone (1809-1898). Como colaborador próximo de Lorde Acton (1834-1902) na publicação do The Rambler, indicava sua simpatia liberal nos assuntos de Igreja e de política. Foi um dos primeiros opositores do envolvimento da Igreja nos assuntos temporais e responsável, em grande parte, por convencer o jovem Acton nesta posição.O apostolado exercido por Newman em prol da inteligência cristã foi intenso e variado, versando sobre campos distintos como a teologia, a filosofia, a literatura, a história e a espiritualidade. Suas obras completas atingem a extensão de 37 tomos e os arquivos da Congregação do Oratório em Birmingham conservam 70.000 cartas que ele escreveu. As obras que publicou sobre a Universidade de Dublin tornaram-se clássicas para a literatura católica e um ponto de referência pedagógico para educadores de diferentes tradições intelectuais, até mesmo para pensadores ateus. Os seus Sermões espelham uma sólida piedade e grande amor pelas almas.No campo pedagógico, Newman defendia que o saber é um fim em si mesmo, pois toda espécie de saber traz sua própria recompensa, mesmo que o estudante não faça disso nenhum uso posterior e que o saber não contribua para nenhum fim imediato. A função da Universidade, nesta perspectiva, não seria a de formar profissionais específicos, deveria promover a formação integral da pessoa, pois, para Newman, “a inteligência em vez de ser formada ou sacrificada a qualquer fim particular ou acidental, a qualquer estado ou profissão específica, a qualquer estudo ou ciência particular, é disciplinada por si mesma, pela percepção de seu objeto próprio e pelo nível mais elevado de sua própria cultura”.A sabedoria e a ortodoxia do Cardeal Newman foram louvadas por quase todos os pontífices romanos desde Leão XIII. Newman foi considerado por Pio XII como uma “Glória da Inglaterra e de toda a Igreja”. Dentre inúmeros elogios feitos ao Cardeal Newman por João Paulo II, destaca-se a referência como “um dos campeões mais universais e ilustres da espiritualidade inglesa”. Já o papa Bento XVI, ainda como Cardeal Ratzinger na Congregação para a Doutrina da Fé, afirmou que “Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso pensamento”, além de ressaltar que “o contributo de Newman ainda não foi completamente utilizado nas teologias modernas”.


Depois de sua conversão ao catolicismo (1845), ele foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma (1847), abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de São Filipe Néri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda (1854).
O seu pensamento é representativo da "filosofia da ação e da filosofia da vida", é considerado como integrante da corrente filosófica denominada Neoespiritualismo e Vitalismo que tem raízes no espiritualismo francês do século XIX, que surgiu para combater o positivismo e o racionalismo.

"O apostolado no campo da inteligência exercido por Newman foi intenso. As suas obras completas atingem a 37 tomos, versando sobre os mais variados assuntos — teologia, filosofia, literatura, história, espiritualidade — e os arquivos do Oratório conservam as 70.000 cartas que escreveu. As obras que publicou sobre a Universidade de Dublin, tornaram-se clássicas para a literatura católica. Os seus Sermões espelham todos eles sólida piedade e grande amor pelas almas".[1]

"Uma contribuição muito relevante de seu pensamento foi a chamada doutrina do desenvolvimento do dogma"[2] (que é uma doutrina muito diferente do pensamento modernista).

Sobre a infalibilidade papal
O cardeal Newman defendeu que “a infalibilidade da Igreja é como uma medida adotada pela misericórdia do Criador para preservar a [verdadeira] religião no mundo e para refrear aquela liberdade de pensamento que, evidentemente, em si mesma, é um dos nossos maiores dons naturais, mas que urge salvar dos seus próprios excessos suicidas.”[3]
A sabedoria e a ortodoxia de Newman foram louvados por Leão XIII, Pio X e Pio XII". No séc. XX, já depois da morte do Cardeal Newman, o Papa Pio XII chegou mesmo a afirmar que Newman é a "Glória da Inglaterra e de toda a Igreja".[1]

Por ocasião da comemoração do centenário da sua morte, assim se referiu a Newman o então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, em 28 de abril de 1990:

"De Newman aprendemos a compreender a primazia do Papa: a liberdade de consciência assim ensinava Newman com a Carta ao Duque de Norfolk não se identifica de modo algum com o direito de 'dispensar-se da consciência, de ignorar o Legislador e o Juiz, e de ser independentes de deveres invisíveis'. Deste modo a consciência, no seu significado autêntico, é o verdadeiro fundamento da autoridade do Papa. De facto, a sua força vem da Revelação, que completa a consciência natural iluminada de maneira apenas incompleta, e 'a sua razão de ser é o facto de ser o campeão da lei moral e da consciência'."
E ainda:

"Newman expôs na ideia do desenvolvimento a própria experiência pessoal de uma conversão jamais concluída, e assim ofereceu-nos a interpretação não só do caminho da doutrina cristã, mas também da vida cristã. O sinal característico do grande doutor da Igreja parece-me que seja aquele que ele não ensina só com o seu pensamento e com os seus discursos, mas também com a sua vida, porque nele pensamento e vida compenetram-se e determinam-se reciprocamente. Se isto é verdade, então Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso pensamento."

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Henry_Newman#Liga.C3.A7.C3.B5es_externas

O que eles dizem sobre a Santissima Virgem



“Maria é na cristandade inteira o mais nobre tesouro depois de Cristo,e que nunca poderemos exaltar o sufiente a mais nobre imperatriz e rainha,exaltada e bendita acima de toda nobreza,com sabedoria e santidade”.(Martinho Lutero)

“Maria é digna de suprema honra na maior medida” (Lutero)

“Ela [Maria]nos ensina como devemos amar e louvar a Deus, com alma despojada e de modo verdadeiramente conveniente, sem pro­curar nele o nosso interesse… Eis um modo elevado, puro e nobre de louvar: é bem próprio de um espírito alto e nobre corno o da Virgem. ” (Lutero)

Maria - escreve Lutero - não se orgulha da sua dig­nidade nem da sua indignidade, mas unicamente da consideração divina, que é tão superabundante de bondade e de graça que Deus olhou para uma serva assim tão insignificante e quis considerá-la com tanta magnificência e tanta honra… Ela não exaltou nem a vir­gindade nem a humildade, mas unicamente o olhar divino repleto de graça. (…) De fato não deve ser louvada a sua pequenez, mas o olhar de Deus”. (idem)

“Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Calvino)


Em 1542, João Calvino publicou o Catecismo da Igreja de Genebra, onde se lê: “O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria… Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão” .
“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (”Corpus Reformatorum”)
Zwinglio, o reformador protestante de Zurich, conservou três festas marianas (Anunciação, Visitação, Apresentação no Templo) e a recitação da Ave Maria durante o culto sagrado. (PR, idem)
John Wesley, fundador da Igreja metodista na Inglaterra, em 1739, disse: “Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Veni creator



Veni, Creator Spíritus,
mentes tuórum visita,
imple supérna grátia,
quae tu creásti péctora.

(Vinde, Espírito Criador,
visitai as almas dos Vossos,
enchei de graça celestial,
os corações que criastes.)

Qui díceris Paráclitus,
altíssimi donum Dei,
fons vivus, ignis, cáritas,
et spiritális únctio.


(Sois o Divino Consolador,
o dom do Deus Altíssimo,
fonte viva, o fogo, a caridade,
a unção dos espirituais.)

Tu septifórmis múnere,
dígitus paternae déxterae,
tu rite promíssum Patris,
sermóne ditans gúttura.

(Com os Vossos sete dons,
sois o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai,
Inspirando nossas palavras.)


Accénde lumen sénsibus;
infunde amórem córdibus,
infírma nostri córporis
virtúte firmans pérpeti.

(Acendei a luz nos sentidos;
insuflai o amor nos corações,
amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.)
Hostem repéllas lóngius,
pacémque dones prótinus;
ductóre sic te praevio
vitemus omne noxium.

(Afastai para longe o inimigo,
Trazei-nos prontamente a paz;
Assim guiados por Vós
Evitaremos todo o mal.)

Per te sciámus da Patrem,
noscamus atque Filium;
teque utriúsque Spíritum
credamus omni témpore.

(Por Vós explicar-se-á o Pai,
E conheceremos o Filho;
Dai-nos crer sempre em Vós
Espírito do Pai e do Filho.)

Deo Patri sit glória,
et Fillio, qui a mórtuis
surréxit, ac Paráclito,
in saeculórum saecula. Amem.

(Glória ao Pai, Senhor,
Ao Filho que ressuscitou
Assim como ao Consolador.
Por todos os séculos. Amém.)

Devoção Eucarística (Pe. Paulo)



"Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está em segredo deverá ser descoberto" (Mc 4, 21-22).

Durante vários anos como padre, insisti terminantemente que as pessoas comungassem na mão, porque, devido aos meus estudos, eu havia aprendido que para comungar clocamos uma mão em coma da outra fazendo uma cruz e, depois, fazemos uma concha. Assim, você faz, ao mesmo tempo, um “berço” (a manjedoura onde Jesus nasceu) e uma cruz (onde Jesus morreu). Sempre recordando que a mão esquerda tem de ficar em cima da mão direita, porque a mão direita tem de estar livre para você pegar a hóstia e colocá-la na boca. A mão deve estar na altura do peito, estendida na direção do padre.

Por muito tempo fiquei incomodado ao ver os seminaristas comungando na boca, mas sabia que eles tinham o direito de fazer isso. No entanto, sempre tentava fazê-los receber a Eucaristia na mão. Tudo isso era o que eu lutava e cria até pouco tempo atrás. Mas o papa Bento XVI me deu uma “rasteira”.

O Papa começou a dar a comunhão, na liturgia papal, para os fiéis de joelhos e na boca. Confesso que fiquei chocado com aquilo. Então, fui estudar, porque quando vemos o Papa tomar uma atitude, alguma razão ele deve ter.

Foi aí que descobri foi que a comunhão na mão (algo permitido canonicamente) é uma exceção, ou seja, para a lei canônica a forma comum de se comungar é na boca. Então, precisamos ficar com essa verdade. Estudando, descobri que não existe nunhuma referência de comunhão na mão, isso por que, nos países do Norte da Europa, as pessoas começaram a receber a comunhão na mão por desobediência, por rebeldia. O Vaticano tentou corrigi-los, mas não conseguiu e autorizou as conferências episcopais para, se achar oportuno, pedir autorização para a comungar na mão.

Mas por que, Bento XVI está agora, dando a comunhão na boca e de joelhos? O Papa está fazendo isso porque ele acredita que nós estamos correndo um risco muito grande de perder a devoção e a fé na Eucaristia, pois, infelizmente, em algumas igrejas, a presença de Jesus Eucarístico está se tornando uma piada.

Padres estão comentendo atos com a Eucaristia que é o caso de passarmos a noite adorando em desagravo a Jesus Eucarístico. Um exemplo é a situação de um sacerdote que, ao dirigir, tinha umas hóstias jogadas no banco de trás do carro. Questionado por alguém a quem ele havia dado carona, do porquê daquilo, o padre argumentou que aquilo era circunstancial, pois, segundo ele, Jesus só estava presente na Eucarstia durante a celebração da Missa; depois, já não está mais lá. Isso é um sacrilégio que não tem nome.

Diante disso, entendemos porque as pessoas vão perdendo a devoção na Eucaristia. Aos poucos a presença de Jesus Eucarístico está sendo perdida.

Portanto, eu padre Paulo, durante muito tempo, não gostei dessa história de comunhão na boca por causa de um arqueologismo. Porém, o Papa está dando um exemplo. Mas ele não quer que todos, de repente, comecem a comungar de joelhos e na boca. Ele quer pôr um movimento em ação, quer dar o exemplo para que, sem decretar nenhuma lei ou sem enfrentar divisões, comecemos a comungar na boca e de joelhos.

Essa atitude é você quem vai analisar, ter a prudência de ver qual é a situação da sua paróquia, do seu padre e do seu bispo, pois pode ser que eles ainda não saibam disso. Eu mesmo levei tempo para descobrir que comunhão na boca é o normal. Levei tempo para achar normal um fiel comungar de joelhos. Então, meus irmãos, com muito amor a Cristo e à Sua Igreja, vamos olhar para o exemplo do Papa e fazer um exame de consciência para saber como está nosso respeito por Cristo presente na Eucaristia.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso
www.cancaonova.com

Jovem, sexo, ateísmo (Pe. Paulo Ricardo)




Gostaria de falar a respeito de um tema bastante polêmico: “Como educar os filhos para a vivência da sexualidade”. É um tema que gera bastante discussão porque a sexualidade que nos católicos pensamos está diferente do mundo.

Quando nós queremos educar os filhos a respeito da sexualidade, eles vêm com a mentalidade da escola; e infelizmente nós pagamos os professores para perverterem a educação de nossos filhos, então o caminho é não confiar na escola, porque a escola irá ensinar algo errado, até que se prove o contrário. Infelizmente é isso, e eu vou explicar.

Por que a escola e os meios de comunicação vão ensinar mal os nossos filhos a respeito da sexualidade? Porque a sociedade está vivendo no ateísmo, a educação está montada no ateísmo, é preciso que nossos filhos saibam disso.

Não é possível educar nossos filhos de forma cristã na sexualidade, sem romper com o pensamento da sociedade atual. Infelizmente esse é o pensamento da classe falante: jornalistas, advogados, psicólogos, políticos, terapeutas, professores. Há uma lacuna muito grande entre a classe pensante e o povo brasileiro. O povo brasileiro tem uma moral sexual conservadora, isso é uma estatística do Datafolha, IBGE, a maior parte dos jovens brasileiros são conservadores. Quando ele se casa, casa com mentalidade de que quer que dê certo, o comportamento dele é uma coisa, mas o pensamento é outro, é conservador. A maior parte dos jovens é contra liberação das drogas, mas essa não é a opinião da classe falante, e o nosso país é conduzido pela classe falante, políticos que transmitem opinião, professores, jornalistas, advogados, psicólogos, e o que eles falam não é o que o povo brasileiro pensa.

A classe falante é muito liberal, e eles querem incutir na cabeça de nossos jovens essa opinião deles. Se nós, maioria cristã, continuarmos calados, eles vão conseguir cada vez mais incutir esse pensamento na cabeça dos jovens, nós precisamos falar e ter coragem de romper com esse silêncio, pronunciar que nós somos cidadãos cristãos.
Agora querem tirar os símbolos cristãos de todos os lugares, querem tornar o cristianismo uma realidade das catacumbas. Dizem que não querem ofender os que não são católicos, não podem ofender a minoria. Por que isso vai ofender os ateus? Não ter uma religião é também uma atitude religiosa. Ao invés de ter uma cruz na parede eu ter uma parede vazia é ter uma atitude religiosa.

Escute meu irmão ateu, você acha que ser cristão em público é feio, eu acho que ser ateu em público é muito pior, é mais feio. Uma cidade vazia de símbolos religiosos é também uma atitude religiosa que mostra que esta cidade não tem Deus.

O filósofo francês Jean-Paul Sartre Jean via o existencialismo como uma filosofia, para ele é um fato levar até as últimas consequências que Deus não existe. “Se Deus não existe, ninguém pensou o homem, então não existe certo ou errado”. Como Raul Seixas: “eu prefiro ser essa metaformose ambulante”. Vê o homem como fruto de uma mudança contínua, isso se chama ateísmo.

A respeito do sexo, como está pensando essa classe falante? Eles dizem assim: o importante é a pessoa se sentir bem, não tem certo ou errado. Isso é dizer que não existe um projeto, você que é o deus da história. Deus tem um projeto para nós, veja seu corpo, você sabe para que serve cada parte de seu corpo, que mostram a inteligência de Deus. Deus pensou o homem para a mulher e a mulher para o homem, mas muitos pensam: eu não quero viver o sexo dessa forma, quero viver da forma que me agrada, quero ter sexo com animais. Isso é uma desobediência ao Criador. E é isso que estão incutindo nas cabeças de nossos filhos, pois sempre dizem que o importante é a pessoa se sentir bem. Pode ser que o jornalista, o professor, o advogado que fale isso não seja ateu, mas o pensamento é ateu. O ateísmo está tomando conta da nossa sociedade sem se mostrar. O ateísmo se apresenta como humanismo, algo favorável ao homem, tolerante.

Os nossos jovens, infelizmente, já fizeram sexo para entender que estão se destruindo, basta que alguém fale isso para eles, mas essa multidão da classe falante fala o oposto, psicólogos, pedagogos, políticos, professores, às vezes, até padres, que trabalham para o pensamento ateu - Que horror! Quando um jovem chega ao confessionário e fala do pecado da masturbação e o padre fala para o jovem que não tem problema, que ele está conhecendo o corpo, pode ser que o padre não saiba, mas está trabalhando para o pensamento ateu -. Se nós aceitarmos isso, haverá a intolerância religiosa disfarçada de tolerância, fazendo carinha de bom moço. O diabo não se apresenta com chifre, ele se apresenta de forma atraente, ele é especialista, sabe fazer a cabeça, se apresenta como tolerância.

A Igreja Católica ama de paixão os homossexuais, não existe uma instituição que os ame mais, pois quer os tirar de uma cultura de morte que está os matando, essa vida de sexo livre, está matando esses jovens, por isso ela diz: “meus filhos parem com isso”. Ela ama os heterossexuais que também estão se matando com o sexo livre, por isso ela fala: “meu filho pare de se maltratar porque você foi feito para amar”.
O sexo é uma criação de Deus e não do diabo. O sexo é uma participação do ser humano na obra da criação. O interior da mulher é algo sagrado, cada mulher que carrega dentro dela aquela pequena vida, ali Deus já realizou seu projeto maravilhoso. O homem é chamado pela sua sexualidade a entrar neste santuário da vida que é a mulher, para obra da criação. Precisamos arrancar o sexo das mãos do diabo, é obra de Deus o sexo. Nós precisamos fazer com que o sexo seja o que é no projeto de Deus, Deus tem um sonho para a sexualidade, e está ligado a nossa capacidade de amar. Mas que terrível! Quando usamos para nosso egoísmo, fazendo das mulheres objetos, usando algo que é para o amor para o egoísmo solitário.

Uma vez que você apresenta a sexualidade como projeto bonito de Deus, o jovem entende isso. Mas quando apresenta só como coisa proibida é claro que o jovem não vai aceitar. Eduque seus filhos, desmascare o lobo, é o pensamento ateu que conduz a morte, a destruição. E os jovens são capazes de enxergar isso, quanto mais você faz sexo sem compromisso, mais fica um vazio na alma. Mostre para ele o lobo, ele será capaz de enxergar. É importante que você os ajude a enxergar.

Os jovens dizem que devem ter um pensamento crítico, seja crítico com você, critique o pensamento que você adotou, um pensamento ateu, desonesto.

Você sabe por que o pensamento ateu está na moda? Veja o que falava o filósofo Friedrich Nietzsche: “Se deuses existissem, eu não suportaria não ser um deles. Portanto, deuses não existem”. Ele mostra que ele é ateu por sua soberba.

Os jovens dizem por que a Igreja proíbe sexo antes do casamento? Não é a Igreja que proíbe, mas a própria natureza. Pense, pelos menos lá em Cuiabá (MT) é assim, eu acho que esse negócio de sexo tem haver com uma criança que nasce, tem haver com bebê, assim como quando você se alimenta tem haver com nutrição, são as finalidades das coisas que Deus pensou. Se um casal de jovem mantém relações sexuais a natureza daquele ato é voltado para ter um filho, eu não estou dizendo que vai ter, mas está voltada para isso, e muitas meninas tomavam pílulas e engravidaram. Veio a criança, ela precisa ser respeita, tem direito a vida e de ter pai e mãe. O pensamento ateu diz, não existe Deus, você que é deus, se a criança não te agrada jogue-a no lixo. Você que é senhora do seu corpo. E nós dizemos não, respeite o Criador. A pessoa se coloca no lugar de Deus, senhora da vida e da morte. Você acha que sexo é lazer? Não, ele é sagrado. A Igreja proíbe sexo antes do matrimônio não porque ele é pecado, mas porque ele é sagrado. No projeto de Deus a criança foi pensada tendo um pai e uma mãe.
Por que a classe falante não aceita isso? Porque se eles aceitarem, eles terão que aceitar a Deus. O que significa ter um Deus? Significa que eu não sou Deus, e o mundo moderno não aceita, ele quer ser deus. Eles não aceitam sermos adoradores, e o Papa João Paulo II fala sobre o ódio dos apóstatas. O apóstata é um cara que abandonou a fé, seguia a Deus e começou a achar que a moral é opressora, não precisa ser tão radical, fanático, católico sim, mas fanático não. Começa ler a Bíblica de um jeito ideológico, na passagem onde Jesus diz: “se você olhar para uma mulher e no seu coração ir desejando-a, já cometeu adultério”. Eles dizem assim: Jesus não disse isso, isso foi acrescentado pela Igreja, isso é radicalismo. Eles pecam na fé que tinham, e arranjam um jeito “light” de entenderem a fé. Talvez seja até um padre que o tenha ensinado ler a Bíblia assim, e ainda dizem: padre fulano que é bom, é um padre aberto para realidade. Aberto para a realidade e fechado para Deus.

O apóstata pisou na própria consciência arranjando um jeitinho de interpretar o cristianismo, e quando você interpreta de forma reta, ele passa odiar você, porque mostra o que ele fez. Um jovem chega para o catequista e diz que não faz sexo com namorada e nem se masturba; o catequista começa a perseguir o jovem porque ele, o catequista, arrumou um jeito “maneiro” de viver o cristianismo, então persegue o jovem porque recorda o que ele fez consigo. Ele vai odiar quem propõe o Evangelho do jeito que ele acreditava antes.

Por que esse pessoal tem horror de ver a manifestação de nossa fé? Porque essa minoria de ateus quer amordaçar a maioria dos cristãos, temos que lembrar a eles que somos cidadãos como eles. Por que vamos ficar calados se somos a maioria? É necessário que essa maioria de cristão que são conservadores reaja. Eu tenho que reagir quando uma pessoa chega na minha igreja e acaba com o que é a razão da minha vida. Só existe um caminho eficaz, você não pode dar uma de bom mocinho, o sexo é sagrado, isso é visão positiva, mas você tem que mostrar o lobo que tenta passar como tolerância cristã aquilo que é intolerância ateia. Não somos ateus, Deus nos criou e tem um plano para nossas famílias, para nossa sexualidade. Temos que deixar Deus ser Deus e não ser Deus no lugar de Deus.


Transcrição e adaptação: Willieny Isaias
www.cancaonova.com

Pensamento cristão X pensamento revolucionário (Pe. Paulo Ricardo)




Vou falar sobre a mente revolucionária. Mente revolucionária tem as pessoas que acreditam ter uma mente esplendorosa e acham que vão fazer o mundo maravilhoso nesta terra. A pessoa que quer ser “deus”. "O mundo está errado, mas eu sei como ele deveria ser". Esta é a mente revolucionária; não há uma obediência as coisas.

Se você é cristão, é conservador, pois quer que o Cristianismo continue o mesmo. O revolucionário acha que o Cristianismo é um empecilho para o mundo maravilhoso que ele tentam criar.

Os revolucionários querem fazer o mundo maravilhoso, então propõem revoluções – e isso há muito tempo. Mas como suas revoluções não deram certo, eles precisavam culpar alguém; então culparam a cultura ocidental, que é formada por três pilares: o direito romano, a filosofia grega e a ética judaica-cristã. Foi aí que os revolucionários se tornaram inimigos dos cristãos.
Eles querem acabar com o Cristianismo, introduzem gente dentro da Igreja para mudá-la por dentro, transformá-la naquilo que não é; tentam mudar a moral cristã. Eles querem mudar o Cristianismo, mas nós queremos que ele continue sendo o que é, ou seja, queremos conservar a nossa Igreja, nossa fé. Por isso somos conservadores.

Existe uma diferença entre tradicionalista e conservador. O tradicionalista não quer mudar nada, já o conservador é aquele que quer conservar as coisas. O conservador sabe o que é a realidade e tem que mudar o pensamento; os revolucionários não vivem no mundo real, eles vivem no mundo da lua. O conservador vive no mundo real, pois ele sabe que a realidade não muda, e que quem tem de mudar é a mentalidade, é ela que tem de se adaptar.
Deus fez as coisas com lógica, mas também as fez livremente. Desta forma, Ele segue uma lógica, mas raramente a segue até o fim. Quando vemos tudo com a lógica temos de abrir exceções, pois a realidade não cabe na nossa mente, Deus é livre.

A mente revolucionária pensa e acha que o mundo deve ser como ele pensou. Fazemos muito isso na nossa igreja, nas reuniões quando dizemos: “vamos discutir como será a Igreja que queremos” sem nos perguntarmos como é a Igreja que Jesus quer. A Igreja é d'Ele, e você deve obediência a Ele, pois foi Ele quem a criou.
O que o mundo revolucionário não entende é que o Papa não pode mudar a Igreja, mas eles querem que ele a mude. No dia que o Papa quiser mudar a Igreja, ele se tornará um herege e deixará de ser papa. O Pontífice é servo da Igreja, ele não pode ir contra os ensinamentos de Jesus, por isso ele é conservador.

Os revolucionários querem que o mundo mude, que a Igreja Católica mude. Acreditam que podem matar, destruir, fazer o que for para que o mundo seja “como eu quero, pois eu posso mudar o mundo”. Esse é o pensamento revolucionário.

Esse pensamento surgiu quando o Cristianismo nasceu; e ele nasceu com o inimigo dentro de casa: o agnosticismo.

A primeira coisa que temos em comum com os revolucionários é a visão de que o mundo está mal, insatisfeito. Então, é preciso mudar. Mas o segundo passo é a diferença, também nós queremos mudar o mundo. Mas qual a nossa reação diante desta constatação? Nós reagimos por meio da conversão; os gnósticos reagem por meio da alienação.

Quando um cristão vê que existe a maldade, olha para si e percebe que precisa mudar. Verifica que também está errado e precisa se converter. Mas o revolucionário não está disposto a reconhecer os seus erros, ele se acha muito santo.

O revolucionário diz que o mundo está errado, que foi criado pelo capitalismo. Eles não dizem que Deus criou o mundo errado, pois eles não acreditam em Deus.

O terceiro passo é a especulação gnóstica: “eu posso transcender essa desordem do mundo através de um conhecimento especial”. Conhecimento este que possuem aqueles que entraram no sistema “eu sei como mudar o mundo”.

E o quarto passo acontece na gnose atual: "eu vou implantar o mundo maravilhoso neste terra!". Esse é o pensamento gnóstico.
O revolucionário está insatisfeito com o mundo, mas ao invés de dizer como os cristãos “eu preciso mudar”, ele diz: “pare de pensar que precisa mudar, isso é uma moral burguesa; pare de se cobrar, liberte-se dessas culpas que colocaram em sua cabeça, Deus é bom, Ele comia com as prostitutas. Por que você quer impedir as pessoas de comungar? Você não pode ficar se culpando, você não é mau, quem é mau é o mundo, é o sistema”.

Jesus lutou contra o capitalismo antes de ele existir; Jesus lutava contra o sistema e foi condenado por ele. Este é o sistema opressor.

A beleza de Deus nesta história toda é que os jovens não querem mais esse "mundo maravilhoso", eles querem o mundo que Deus criou. Desprezam o mundo da “igualdade”. Somos diferentes, o homem é diferente da mulher; ele tem o valor dele, e a mulher tem valor dela; temos igual dignidade, mas somos diferentes. Há os bons médicos, outros são bons jardineiros. Precisamos uns dos outros.O gnóstico se revolta com o mundo, cria um pensamento de que nós somos todos iguais, projetam tanto a realidade; mas a realidade é algo que eles não vivem. Ele cria o mundo como deverei ser, ele quer ser “deus”.

Nós todos estamos de acordo que não é verdade o que eles estão dizendo, mas não temos coragem de dizer. Temos que ter coragem de dizer, pois se não dissermos, eles continuarão passando essa mentalidade revolucionária.

Temos que ter coragem de assumirmos que somos conservadores, pois queremos obedecer a realidade que Deus criou e não o “mundo” que eles querem criar.

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto.
www.cancaonova.com.br

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O toque de Deus, Veni Sancte Spiritus. Veni per Mariam!




Notas da colocação conclusiva de Luigi Giussani nos Exercícios Espirituais da Fraternidade
de Comunhão e Libertação. Rímini, 20 de maio de 2001

Pude acompanhar o caminho de vocês da maneira como o Senhor me permite fazê-lo, mais limitada e cansativa do que antes. Mas tudo é caminho de Deus na nossa vida. Seja como for, só existe esta fórmula para tornar o nosso coração moralmente, também moralmente, pronto e sempre capaz de sofrer, por aquilo que Deus nos fez.
Mas eu hoje, para não prolongar demais a permanência de vocês aí, digo que só há uma coisa que não podemos deixar passar — não deixemos cair a possibilidade que ela é —: é preciso rezar no sentido literal do termo, ou seja, esconjurar Aquele a quem pertencemos que não nos tenha chamado em vão.

Todos os dias somos chamados, em todas as horas somos chamados, em todos os minutos, a todo instante somos chamados. E com efeito o que qualifica o eu, o que define o eu, diante de todas as outras atitudes humanas, o que qualifica o eu é justamente a consciência de que é relação com o infinito: por exemplo, uma mulher está costurando, está costurando ou está cozinhando na cozinha, e é relação com o infinito. O que caracteriza o homem é essa dimensão paradoxal entre o pouco que se é, o pouquíssimo que se é, o “fusível” que se é, entre uma pequenez que se é e a relação constitutiva, uma relação constitutiva que é relação com Deus.

Mas agora não quero retomar coisas que vocês já retomaram juntos. Quero simplesmente dizer: rezemos, rezemos, pois isso a pessoa pode fazer mesmo enquanto faz qualquer outro trabalho. É uma intenção, abre a uma intenção, como o sol que em um dia chuvoso rompa as nuvens, ultrapasse as nuvens e lance sua luz, nos faça lançar luz sobre tudo o que somos e fazemos.

Eu apliquei nestes tempos, descobri nestes tempos, com todo o coração, comovido, a fórmula “jaculatória”, se diria, a fórmula mais completa que se possa conceber do ponto de vista cristão: “Vem, Espírito Santo. Vem por meio de Nossa Senhora”. Veni Sancte Spiritus. Veni per Mariam. Repitam esta fórmula todos os dias, todas as horas, quando o Senhor os escolher para se fazer ouvir: é um momento no qual tudo se reconjuga e reconquista, no qual tudo se torna misteriosamente uma coisa só e bela.

Veni Sancte Spiritus, porque Spiritus est Dominus, Spiritus est Deus (Deus é Espírito, o Espírito é Deus). O Espírito é Deus, ao qual pertencemos. Pois o Espírito é autoconsciência; e se esta é bem aplicada em nós faz entender: o homem entende que pertence, que é pertença a um Outro. É a pertença a uma Presença, a uma Presença, aqui também, misteriosa (misteriosa porque essa Presença não é nossa, em um certo sentido não é nossa; porque se é de uma outra fonte, não é da nossa fonte).

“Vem, Espírito Santo”, em cada ação minha, “Vem, Espírito Santo”, em cada momento meu.

Veni per Mariam, e isso é realmente... Nossa Senhora é realmente o toque mais poderosamente humano e persuasivo que Deus tenha dado à Sua ação sobre o homem.

Veni per Mariam. Pensemos na evolução dessa mulher e na sua maneira de permanecer na história! Mas obviamente vem de Deus,
está em Deus o fundamento da sua pertença. Por outro lado, Maria é a totalidade do homem, a totalidade do homem que é exaltada até ser tornada instrumento necessário para a relação com Deus (necessário, não no sentido imediato do termo, mas no sentido último do termo). Per Mariam, pois ela não cometeu um só erro, Deus não permitiu que ela fosse objeto do ataque do demônio que se opõe à verdade. Virgem pura e bela: a beleza é o sinal, e ela é quase um sinal sacramental da beleza pela qual Deus fez o mundo.

Então — contente por ter-lhes deixado um chamado de atenção a esta jaculatória, a esta glória que irrompe, a esta glória da nossa vida cristã que está sempre irrompendo — que o “Veni Sancte Spiritus. Veni per Mariam” constitua um apoio, revele-se como um apoio psicologicamente claro, pois tem raízes profundamente lançadas nas origens da natureza humana.

Faço votos de que esta jaculatória, de que este ímpeto de sinceridade e de simplicidade encontre espaço nos corações de vocês cotidianamente para ser chamado de atenção à nossa realidade humana, que deve ser mudada segundo a ordem última pela qual fomos feitos. E isto é o destino, e isto é o que nos falta tantas vezes, mas que não cessa um instante: Deus não pode deixar um instante de ser a fonte da nossa felicidade, da nossa rendição.

O dom da amizade




Na guerra...
- Meu amigo ainda não regressou do campo de batalha, senhor. Solicito permissão para ir buscá-lo, pediu um soldado ao seu superior.

- Permissão negada, soldado, respondeu o oficial, não quero que você arrisque a sua vida por um homem que provavelmente já está morto.

O soldado, desconsiderando a proibição, saiu e, uma hora mais tarde, voltou transportando o cadáver de seu amigo.

O oficial ficou furioso:
- Eu te disse que ele já estava morto! Agora, por causa da sua indisciplina, eu perdi dois homens, pois você ficará preso e enfrentará a corte marcial. Valeu a pena, soldado, só pra resgatar um cadáver?

E o soldado respondeu:
- Senhor, quando encontrei o meu amigo ele ainda estava vivo e pode me dizer: "Eu sabia que você viria!"

Pensamentos de Chiara Lubich




Falemos sempre de qualquer pessoa como se ela estivesse presente.


Nada do que é feito por amor é pequeno ...


Não há rosas sem espinhos', é um provérbio melancólico. Digamos em vez disso: 'Não há espinhos sem rosas.

Não é verdade que quem ama a cruz como Cristo lhe ordenou, encontra a dor. Aquele que se lança, generosamente, entre seus duros braços, encontra na verdade o amor, encontra Deus.

O santo é aquele que ama sempre. Amando, descobre nos outros o plano de Deus e os ajuda a realizá-lo.


Ou o cristão faz reluzir o Cristo em cada ato de sua vida terrena, ou não é discípulo de Cristo


Quem poderá descrever as infinitas belezas e descobertas, os horizontes sem limites que contempla uma alma abandonada à aventura da vontade divina?


Solidão com Deus significa deixá-Lo viver tão intensamente em nós que, mesmo estando sozinhos com Ele, todos os homens estejam presentes nesse amor que trazemos no coração.


Somente quem passa pelo gelo da dor chega à inocência do amor.


Só é livre quem faz a vontade de Deus.

A sociedade e os consagrados (Dom Eugênio Cardeal Sales)




O Santo Padre Bento XVI encerrou no dia 11 de junho as celebrações do Ano Sacerdotal. Na Praça de São Pedro estiveram com o Sumo Pontífice quinze mil padres de várias partes do mundo. Em sua homilia expressou a grandeza e o significado do ministério sacerdotal: “o sacerdote faz algo que nenhum ser humano, por si mesmo, pode fazer: pronuncia em nome de Cristo a palavra da absolvição dos nossos pecados e assim, a partir de Deus, muda a situação da nossa vida. Pronuncia sobre as ofertas do pão e do vinho as palavras de agradecimento de Cristo que são palavras de transubstanciação – palavras que O tornam presente a Ele mesmo, o Ressuscitado, o seu Corpo e o seu Sangue, e assim transformam os elementos do mundo: palavras que abrem de par em par o mundo a Deus e o unem a Ele” (Bento XVI, Homilia na missa de encerramento do Ano Sacerdotal, 11 de junho de 2010).

Dos males que afligem este mundo, cumpre descer às raízes. Em vez de lamentar sua expressão, urge buscar a origem. O ideal de uma vida na sociedade de consumo, onde a satisfação dos sentidos tem lugar preeminente, diverge profundamente do programa ensinado pelo Mestre.

Como diz São Paulo, “a Fé vem pelo ouvido”. Que fazer se não há pregadores do Evangelho em número suficiente? E sem eles, como agir frente aos descalabros que muitas vezes nos assolam? “Deus serve-Se de um pobre homem a fim de, através dele, estar presente para os homens e agir em seu favor. Isto é o que de verdadeiramente grande se esconde na palavra‘sacerdócio’” (idem).

O ambiente de violência, marcado pelo hedonismo, eivado de discórdias pela falsidade no relacionamento humano, e o egoísmo reinante estão a reclamar pela multiplicação de pessoas que abracem outro modo de ser, constituindo, assim, um sinal de Cristo. A figura do sacerdote é, por si, um apelo a outra realidade, um marco que revela o caminho do Evangelho, um divisor de águas. Por isso, neste mês em que celebramos o encerramento do Ano Sacerdotal, gostaria de recordar, além do modelo e patrono dos sacerdotes, o Santo Cura d’Ars, outras cinco figuras que viveram uma consagração total, quer no Sacramento da Ordem quer na Vida Religiosa. Seus exemplos são resposta a um meio social decadente e também indicador de esperança.

O primeiro vulto é o Beato José de Anchieta. Brilhante aluno da Universidade de Coimbra, como tantos outros, percebeu, pelas cartas que do Oriente São Francisco Xavier enviava, a beleza e o encantamento do ideal missionário. Veio para o Brasil. Nem soldado, nem comerciante, mas conquistador de almas para conduzi-las ao Senhor. O outro, o Padre Maximiliano Kolbe, salvou um companheiro do infortúnio no campo de concentração de Auschwitz, oferecendo, em seu lugar, a própria vida. Depois é São Francisco de Assis, com sua nobre missão de se entregar à causa dos pobres. Todos eles foram o bom fermento que conseguiu levedar a massa. As duas personagens seguintes são Santa Teresinha e Irmã Teresa de Calcutá. Em campos diferentes – a vida contemplativa e a caridade cristã – proclamam a grandeza do serviço a Deus e ao próximo.

Ao apresentar essas figuras, afirma-se a existência de outra realidade, bem diversa daquela que vemos no dia-a-dia, provando que há indivíduos dispostos, pela consagração, a lutar por algo melhor.

O entusiasmo pelo progresso da técnica, da ciência, o heroísmo e os nobres ideais despertam em muitos jovens o desejo do sacrifício para alcançá-los, mesmo à custa de uma abnegada doação de si mesmo. Não os atemoriza o total domínio, a disciplina para atingir a meta que os empolgam. Como uma aventura cujo fascínio nunca desaparece, é o chamado do Redentor para que alguém siga seu exemplo, enverede pelo caminho que trilhou até à morte e continue a realizar hoje sua missão salvadora. O Mestre não pede migalhas. Não! O Cristo exige de seus apóstolos tudo, simplesmente tudo. Não solicita serviços, mas quer para si e sua obra o servidor, na totalidade de seu ser. Não pede algum trabalho, mas Ele precisa de pessoas inteiramente doadas. Diz o Evangelho: “Eles largaram tudo e O seguiram” (Lc 5,11).

Quem se dispõe a carregar, com o Salvador, a cruz dos irmãos, oferta todas as suas energias. Assim, ele dá uma nova vida a este mundo velho, cansado, ferido pelas chagas do ódio e do fratricídio.

Quem atende o convite à consagração, no Sacerdócio ou na Vida Religiosa, sabe que irá proclamar e incutir a certeza da Palavra divina, que é ameaça de Deus aos que destroem a dignidade dos homens: os injustos, os violentos, sedutores e opressores, todos esses que ignoram nos mais fracos a divina imagem tantas vezes ultrajada e ofendida. Além disso, essa juventude percebe que jamais a espera o paraíso nesta terra. Diz São Paulo: “Se nossa esperança fosse apenas para esta vida, seríamos os mais miseráveis de todos os homens”.

Somente quem tem Fé entenderá aqueles que, prostrados diante do altar, por livre opção, se entregam a esse serviço de Cristo. Eles são instrumento para que a face do Senhor comece a resplandecer no semblante de muitos irmãos, anunciando a esperança que nunca morre.

O Ano Sacerdotal desperta a consciência da sociedade para a importância de uma consagração que questiona a degradação em que muitos vivem e, ao mesmo tempo, fala de valores. Para a Igreja, as Vocações Sacerdotais e Religiosas são uma forma própria da singular fecundidade eclesial. É a Mãe que gera os continuadores da missão do Fundador. Elas demonstram o vigor, sinal do mundo novo que deve surgir e que, de modo incipiente, já está presente em nossos dias.